E ai?...parte 1
Desde o momento em que somos concebidos, passamos por constantes transformações ao longo das diversas fases da vida, cada uma com suas próprias alegrias, tristezas, conquistas e desafios. No entanto, como podemos minimizar os impactos dessas experiências ao longo de toda uma existência marcada por momentos de alegria, tristeza, frustrações, sedentarismo e até mesmo excessos de cuidado, trabalho ou exercício? A resposta não é simples, pois tanto a falta quanto o excesso podem ser prejudiciais. Como encontrar o equilíbrio ideal?
Fatores genéticos e sociais desempenham papéis significativos, mas podemos influenciar positivamente nossa saúde mesmo após períodos de comportamentos não saudáveis. Por onde começar? Quando começar? Essas questões são fundamentais.
Minha jornada profissional iniciei na educação e hoje atuo na saúde através do exercício, e ao longo dela desenvolvi uma visão sobre o que considero ideal. Acredito firmemente que todas as crianças, durante seu desenvolvimento, devem ser incentivadas a participar de uma variedade de atividades físicas ou, se preferirem, a explorar diferentes modalidades esportivas. É essencial compreender que, nesta fase, os adultos têm o papel de guiar e mostrar o caminho, pois as crianças ainda não têm discernimento completo sobre o que é melhor para elas.
É sabido que, se permitirmos que o corpo assuma o controle, podemos nos limitar a comer, descansar e dormir excessivamente, o que pode levar a danos à saúde. Por isso, é crucial estimular e ser um exemplo para as crianças. Em especial acredito que através da educação física escolar, onde os profissionais devem focar no desenvolvimento das habilidades motoras e apresentar os esportes de maneira lúdica e envolvente.
Hoje em dia, observo com preocupação um aumento significativo nos problemas de saúde entre crianças, adolescentes e adultos, frequentemente relacionados ao sedentarismo e à má alimentação. Embora reconheça que a qualidade dos alimentos tenha mudado, devemos focar no que podemos controlar para melhorar essa situação.
Os adolescentes apresentam desafios únicos, com hormônios em ebulição e a crença de saber tudo. Decisões feitas nesta fase podem moldar o futuro de maneiras imprevisíveis, levando a comportamentos arriscados como acidentes, gravidez indesejada, uso de drogas e relações sexuais sem responsabilidade. É difícil restabelecer o controle quando agora ditam suas próprias regras, nessa fase da vida.
Acredito firmemente que crianças criadas em um ambiente que promove um estilo de vida saudável tendem a desenvolver uma visão mais consciente das regras necessárias para uma convivência social harmoniosa e da impportancia do cuidar desde cedo da sua saúde. Já quando adultos, muitas vezes nos recusamos a mudar nossos hábitos até que sintamos desconforto ou enfrentemos sintomas preocupantes, o que nos leva a procurar cuidados médicos apenas quando necessário.
Com este texto busco enfatizar a importância de começar cedo a promover hábitos saudáveis e de ser um modelo positivo para as gerações mais jovens, além de reconhecer os desafios e as consequências de não agir proativamente em relação à nossa saúde ao longo da vida.
Personal Trainer